Oceano Murado
GFIN:MNJM (2026-02-12)
A jangada avança seu rumo, solitária.
Transpassa as ondas do Oceano violento,
prossegue, e cansa, incerteza vária:
só mais um dia no Oceano cinzento.
É tarde, e não sabe se alcança o destino:
se perto, se longe, se um completo erro.
Um deserto murado, e seu vil desatino,
que impele, e fustiga, açoite de água e ferro.
O jangadeiro visa seu ancoradouro final:
Não há quem já tenha testemunhado
desterro imposto no próprio Oceano natal.
Havia horizonte, há um Oceano murado.

