Direto do Escrevinhódromo
GFIL:QNIP (2026-02-10)
Meu terceiro livro está saindo do prelo. Neste blog não há nada sobre os outros dois ― ainda vai ter uma página pra isso por aqui.
Levantar Acampamento: um livro de poesia cujo tema central é a perda, a negação, e os problemas da fé, aqui entendida e representada de diversas formas. Escrito por um ateu convicto e dogmático, mantém sempre uma orientação favorável à libertação e autonomia de pensar e agir. Um lugar onde já não cabemos é um lugar de onde devemos partir, pois a plenitude não pode ser alcançada entre aqueles que nos pretendem silenciosos e inertes. A nossa única e preciosa vida, esta que podemos dispor e sentir enquanto caminhamos sobre a Terra, não deve ser desperdiçada ou deixada de lado em nome de qualquer mentira sagrada.
Como diz meu amigo Jota Santos, “Em um mundo saturado de ruídos religiosos e certezas dogmáticas, a poesia de Ẹgrium Tạdrel surge como um convite ao desterro necessário. “Levantar acampamento” não é apenas o título desta obra; é um imperativo ético e um manifesto de autonomia e liberdade.
“Tạdrel, transpõe para o verso, com uma sábia ironia, a precisão de quem conhece as engrenagens da sociedade e a sensibilidade de quem se recusa a ser apenas mais uma peça do “Sistema”. Seus poemas navegam por mares hostis, enfrentando "lobos" que se escondem sob altares, mercados e discursos oficiais. É uma lírica ácida, que não busca o conforto da ilusão, mas a lucidez do "brilho nos olhos" de quem finalmente enxerga além das lentes impostas. De mares revoltos à incautos navegando por pirâmides virtuais, da realidade escancarada à mentira velada, a viagem angustiante é perseguida como quem busca incessantemente aquilo que não quer encontrar.
“Nesta obra, o autor reafirma seu compromisso com a liberdade radical: do licenciamento livre à produção integralmente humana. É poesia feita por quem escolheu "morrer navegando" a "morrer sentado", dedicada àqueles que, como os amigos da ARCA, onde me incluo com muito orgulho, sustentam o pensamento crítico como bússola e farol de um livre pensador. Orgulhemo-nos de sermos animais! Afinal, quem já viu a luz do sol, não se deslumbra com qualquer lâmpada.
“Ler estas páginas é aceitar o desafio de desarmar as tendas do óbvio. Como ele mesmo nos adverte ao final: a saída existe, é consciente e, invariavelmente, pela esquerda. Até porque, somente iremos para o inferno, se lá tiver muita cerveja boa!”
Logo vai ter o novo pdf no Internet Archive.

